Há alguns dias vi a possível capa do novo single da P!nk e foi impossível não me lembrar da capa do álbum X (2007) de Kylie Minogue. Cheguei a brincar com um amigo: “parece que alguém andou revirando o baú da Kylie”.
Capas parecidas acontecem desde sempre, “nada se cria, tudo se copia” já dizem, com propriedade, o saudoso Chacrinha. Quando vemos semelhanças assim vem a dúvida: cópia descarada, coincidência, inspiração ou homenagem? E assim começam as “batalhas de fãs” ou batalhas de gente que não tem o que fazer ou pensar, como prefiro chamar.
A foto do encarte de um pode ser a capa do álbum de outro. As semelhanças não acontecem necessariamente em capas. Aqui estão algumas coincidências/cópias/inspirações/homenagens que me chamaram a atenção quando vi. A classificação de cada uma fica por sua conta.
P!nk já tinha lançado seu primeiro single do álbum novo quando essa “polêmica” do Try/X começou. E o que dizer da capa de “Blow Me (A Last Kiss)” quando vemos a capa do vinil bônus da edição deluxe do álbum The Movie Songbook, da cantora Sharleen Spiteri, lançado em 2010?
E a Kylie? Será que ela achou uma homenagem ou nem ligou? Quem sabe ela se lembrou da capa de Some Kind of Bliss (1997)? Aquela foto não lembra a Annie Lennox, de 1983, que andou fazendo fotos assim pro seu disco “Touch”? Até hoje muita gente bebe na fonte do Eurythmics…
Quando a gente começa alguma coisa fica meio perdido, sem saber se vai dar certo. Deve ser por isso que a Britney fez pose de quem está rezando e pedindo ajuda a Santa Cher em seu Baby, One More Time (1999). Santa pra quem Björk também rezou em seu Debut de 1993. Se bem que acho que Björk é adepta de rituais pagãos na neve e seu Debut nem foi Debut de verdade.
Outra que começou há pouco tempo é a Pixie Lott, mas ela reza pra outra santa. A santa mais “sinner” de todas, Santa Madonna. Olha a contracapa do álbum Madonna (1983) numa versão 2010. Pixie se amarrou na foto, né não?
E não é só gente nova que se inspira na dona Madonna. Ela já foi um raio de luz (início de 1998) na carreira de muita gente. Olha Daniela Mercury no seu Elétrica (final de 1998). Não é a toa que a Revista UMA a chamou de Madonna do Brasil.
Até a loira mais famosa do Brasil, Xuxa, em seu “4º Xou da Xuxa” (1989) se inspirou na pose e roupa latina da Madonna (You Can Dance) de 1987. Olé!
Mas a Xuxa tem crédito na praça, gente! Olha o que a hermana argentina Patsy teve coragem de fazer no seu disco de 1988. Falei no início do texto que não ia classificar, mas essa não dá pra segurar: CÓPIA DESCARADA do “Xegundo Xou da Xuxa” de 1987.
Voltando à Madonna, será que na época que ela namorava o Carlos Léon, ele apresentou-lhe o disco “into the Light” (1991) da conterrânea Gloria Estefan? “Mira, Madonna, Cuba tiene dos orgullos: los puros (charutos) y Gloria Estefan!”
Falando da Gloria, lembrei de outra que canta em espanhol: Thalía. A capa do seu “Lunada” de 2008 é uma bela ________________ (completem a frase), se olharmos a capa de 2004 da banda australiana Cut Copy. Thalía mesmo disse, na época, que todos os artistas se inspiram em coisas já feitas antes e que acredita que seu CD também inspirará trabalhos de outros no futuro. Então, tá, Thalía.
O importante é que, mesmo que você copie a capa da colega, você nunca deixe de ser quem é. Beyoncé está aí pra provar. O “I Am…” (2008) vendeu horrores e ninguém ligou se a capa da Anna Waronker saiu em 2002.
Todo mundo quer mesmo é se divertir com o que lhe faz dançar. Pode ser o extinto É O Tchan do Brasil (1997) ou o atualíssimo LMFAO (2011). “Todas rebola” o tchan, porque elas são “sexy” e sabem disso.
E fechando, temos que falar de Lady Gaga, começando pelo Jo Calderone. Achou bacana ela se (tra)vestir de homem atormentado/ bêbado/fumante/adepto de costeletas e topete, gravar um clipe assim e ainda escolhê-lo pra estampar a capa de Yoü and I, em 2011? Pois é, a Annie Lennox, do Eurythmics, também achou isso tudo, só que em 1983, no single “Who’s That Girl?” (1983).
Sabem de uma coisa? Dizer que ela talvez copie os outros não passa de rumor de gente invejosa. Aliás, o single The Rumour (1988), de Olivia Newton -John e o Fame Monster (2009) nos mostram que quem fala isso, devia tapar bem sua boca, não importa o lado…
E se a inspiração tivesse vindo da Kylie de “Some Kind…”, que pode ter se inspirado no Eurythmics, como já falei uns parágrafos atrás. Opa, essa história Gaga/Eurythmics de novo?
Melhor parar por aqui, vai que o Elton John um dia leia e diga que o que tô fazendo é horrível e que não passo de um stripper de quinta… Quer saber? To nem aí… She’s not me!
Ah, mas eu gosto de todo mundo que falei aqui, até de quem não conheço. É tanto amor que precisaria ter nascido de outro jeito: com 2 corações…
Por Leandro Franco
2 Comentários em “Artigo: Cópia? Inspiração? O Ctrl+C Ctrl+V do mundo da música!”
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frankie says:
Lendo o post lembrei também da capa de Back to Basics da Xtina que lembra a de Bedtime Stories da Madonna, e tem um cd da Natasha Bedingfield, Pocketfull of Sunshine, que me lembra a capa de Erotica…
Raoni says:
O single da Pink e o pd da Sharleen (que inclusive eu sempre quis comprar, hheheeh) na verdade são inspirados no poster original daquele filme Emmanuelle, que cansou de reprisar nas madrugadas da Band, heheh.