Já faz um tempo que não escrevemos para falar bem, ou mal, do mercado de DVDs e CDs nacional, mas hoje vamos quebrar esse hiato!
Estávamos dando uma olhada na Saraiva e nos deparamos com o novo lançamento do Florence and The Machine (ok, não é tão lançamento) e isso nos deu uma idéia de pauta.
Lá fora, esse novo trabalho da Florence Welch foi feito no formato CD+DVD e aqui no Brasil, com exclusividade, temos a edição apenas com o CD e outra trazendo só o DVD, cada um em seu devido estojo padrão. Isso seria uma clara tática de tirar mais dinheiro de nós consumidores, que em vez de pagar uns RS39,90 (?) no Pack completo, precisaremos pagar quase o dobro nas mídias separadas.
Até ai é bem claro qual a sacada utilizada no país, certo? Mas e quando temos isso AQUI, como um exemplo que citamos no final do ano passado de um lançado de CD+DVD que lá fora foi feito em jewel case tradicional e no Brasil temos as duas mídias comercializadas com sua arte adaptada para o estojo amaray (DVD).
Hoje trazemos dois outros exemplos feitos no Brasil, que são o acústico (assim como o de Florence) da cantora Katy Perry, e a edição especial do álbum de Lily Allen.
Ambas tiveram seus lançamentos lá fora, feitos em embalagem de CD, mais eis que o Brasil, com “exclusividade” leva às prateleiras o Pack em embalagem de DVD.
Eu, particularmente, prefiro todas as artes quando são feitas na vertical, dessa forma, adoro que o Brasil lance esses materiais diferentes e acho que é sempre um ponto positivo, visualmente falando, para o nosso país.
No CD da Jessie J acho que fizeram melhor, pois não precisaram deixar a capa cortada e o encarte ficou realmente dando para “enganar” que tinham aquelas faixas em dourado em cima e em baixo, mas no caso da Lily Allen, acho que o trabalho ficou bem a desejar!
O livreto é todo claramente, e de forma deslavada, adaptado para o tamanho do DVD. Só não é pior porque tentaram ali combinar o degradê, mas com um pouco, um poquinho, mais de cuidado, poderia ter saído algo bem superior.
Já no caso da Katy Perry, fico ali em cima do muro. O encarte tem horas que convence, como na foto central que eles “conseguiram” estourar e pegar toda a página, mas, começando pela capa, só colocaram uma faixa preta em baixo e resolveram a “adaptação”!
Na contracapa, fica bem claro que o da Lily Allen foi montado como uma coxa de retalhos para ocupar todo o espaço, enquanto no CD da Katy, temos as informações dispostas de uma forma que até engana.
E agora vem a pergunta: Porque o Brasil faz isso? Será que existe uma cabeça que pensa: se fizermos diferente, tem gente lá fora que vai querer e os consumidores brasileiros vão preferir assim. Ou talvez essa cabeça pense assim: se colocarmos em estojo de DVD o valor agregado aumenta, pois passa a ser um DVD com CD bônus, e não um CD com DVD de bônus, e dessa forma conseguiremos vender mais caro!
Particularmente acredito que a segunda opção seja bem mais cabível para a mentalidade da industria do nosso país. Afinal não é muito mais fácil cobrar R$ 39,90 reais, ou até mais, de um DVD+CD, mas esse valor torna-se algo extremamente caro para um lançamento de um CD+DVD, certo?
Bom, sendo ou não para o bem do bolso dos empresários da música, nós consumidores acabamos preferindo quando é lançado assim, só poderiam ter um pouco mais de cuidado nas adaptações e tornar o produto algo desejado até por compradores do exterior.
E vocês, o que acham?
3 Comentários em “Artigo – As Adaptações do Mercado Nacional….”
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Andrea says:
Que ainda prefiro importar.
Me dá agonia comprar um DVD e ele vem aquela capa “seca”, sem nenhuma arte. Pior é de filmes que nem vêm encarte.
DVD + CD é só pra ler nosso dinheiro mesmo. O meu não tá levando mais.
Mozart Herbert says:
Nesses exemplos, eu sinceramente não gosto. Primeiro porque a arte é adaptada de uma forma sebosa e depois que despadroniza a coleção de CDs do artista e do fã. A única exceção que gostei foi o Can’t Be Tamed da Miley Cyrus lançado nesse formato no Brasil. Nesse vídeo aqui dá pra ver como ficou legal: http://youtu.be/FcAWDLL9qxE Acho que se for pra fazer mal feito pra diminuir os custos e ainda cobrar mais caro (bem cara do jeitinho brasileiro), é melhor lançar em versão de CD mesmo e digipack como o DVD/CD da Sticky & Sweet Tour da Madonna. O problema do Brasil é a preguiça.
João Fagundes says:
Acredito que em alguns casos fica bastante agradável ter uma capa diferenciada… o “Can’t be tamed” (deluxe) da Miley Cyrus ficou maravilhoso! Incluindo o nome gravado na capa em dourado. Já o “A Year Without Rain” (deluxe) da banda Selena Gomez & The Scene foi uma completa decepção em todos os sentidos. Achei melhor comprar a versão importada, que por sinal… saiu muito mais barato. Adoro suas críticas! Continuem assim…